Copywriting: o que é e para que serve essa poderosa técnica

Primordialmente, copywriting é uma técnica de redação voltada ao marketing. O texto (chamado copy) caracteriza-se por ser persuasivo e elaborado para levar o leitor a executar uma ação – visa vender um produto, serviço ou conceito.

Copywriting é peça fundamental dentro de uma estratégia. Acima de tudo, te ajuda a conduzir seu potencial cliente pelo funil de vendas.

Para tanto, é preciso ter qualidade e gerar valor para a persona. Em outras palavras, usar uma escrita com técnicas específicas e ser, acima de tudo, impecável do ponto de vista gramatical. Afinal, textos mal escritos vendem uma imagem ruim de seu produto ou serviço. Não é isso o que você quer, correto?

Agora vamos desvendar juntos os principais aspectos para um copywriting infalível! Sigamos!

Antes de tudo no copywriting

Eu sei que bate aquela ansiedade de já sair escrevendo, mas calma! Nenhum copywriting sai bom sem algo fundamental: conhecer bem a pauta.

Não se trata simplesmente de detalhar um tema, e pronto. Há diversos fatores que farão seu copy atrair clientes e, enfim, conquistar rankeamento nos sites de busca.

Considere os tópicos abaixo.

1. Planejamento no copywriting

Devemos visualizar exatamente sobre o que falaremos e de que forma. Sobretudo, levar em conta o produto/serviço, quem é sua persona, suas dores e/ou prazeres, em que estágio do funil de vendas está, qual linguagem a ser adotada e qual é a estratégia.

Assim, você conseguirá planejar as pautas de cada copy, estudar as melhores palavras-chave, criar títulos, subtítulos e intertítulos eficazes, escolher as CTAs (call to action) e levantar referências.

O conjunto dessas orientações compõe o que se chama de descrição de pauta.

2. Estude a pauta

A etapa seguinte é estudar a pauta. Ou seja, conhecer mais a fundo o produto, descobrir quais os principais assuntos relacionados a ele, sobre o que falar e sobre o que não falar.

Você deve SEMPRE produzir textos originais, baseados em dados concretos e que entreguem o máximo de valor. Jamais tente enganar ou subestimar seu leitor, muito menos mentir – até porque o Google, principal ferramenta de pesquisa na internet, logo percebe e dá seu jeito de punir seu site.

3. Funil de vendas

O funil de vendas é vital para seu copy porque te orientará para uma abordagem mais adequada. Esse esquema ilustra o percurso de um consumidor desde o momento em que toma conhecimento do produto/serviço até a compra.

É composto por três etapas – atração, consideração e decisão. Cada uma pede um tipo de texto. Observe que o copywriter dedicará boa parte de seu trabalho (80%) à etapa inicial, a de atração. Os demais 20% serão divididos entre as de consideração e decisão.

4. Organize o texto

Você já tem clareza do que irá abordar? Então, organize a sequência dos tópicos e defina os melhores intertítulos. Lembre-se: tudo conta, e muito, na otimização SEO de seu copy.

Redação em copywriting

Há dois tipos básicos de copy: de conteúdo e de atração. O primeiro serve para nutrir e engajar a persona com informações, enquanto que o segundo tem como foco fazer com que a persona tome uma atitude (compre, assine, baixe, leia mais).

Você diferencia quando aplicar cada qual após identificar a fase em que a persona está no funil de vendas. Aliás, tenha em mente que a linguagem adotada em seu texto deve estar alinhada à da persona.

Agora chegou a hora de colocar a mão na massa, ou seja, de escrever o texto. Vamos, enfim, explorar as partes principais que estruturam um bom copy.

1. Título

O título, ou title tag, é um recurso vital em qualquer estratégia. Normalmente, o definimos antes mesmo de o texto começar a ser escrito. Dessa forma, vale a pena discorrermos sobre o assunto.

O título deve:

  • ser atraente;
  • criar curiosidade;
  • priorizar a persona, e não sua marca, produto ou serviço;
  • posicionar a palavra-chave mais à esquerda;
  • se possível, incluir o nome de sua empresa no final (título | nome da marca);
  • fazer promessas que serão cumpridas no texto;
  • ser exclusivo (então, não repita títulos);
  • recursos infalíveis para bons títulos: fazer perguntas, trazer listas numeradas, mostrar benefícios ou criar senso de urgência.

Por fim, é fundamental que seja curto – ter entre 55 e 60 caracteres – e, claro, se relacionar ao conteúdo a que se refere (de novo: não tente enganar o leitor ou o Google!).

Os intertítulos são parte da estratégia, e aqui vale ressaltar ser essencial estar afiado quanto às heading tags.

2. Estrutura do copywriting

Um copy deve ser conciso, objetivo e direto, com abordagem simples, de fácil digestão. E mais: resolva o problema da persona. Aliás, esqueça encheção de linguiça ou floreadas textuais.

A introdução tem de dois a quatro parágrafos curtos (com três ou quatro linhas cada) e inclui algum comando para instigar a persona a seguir na leitura.

O desenvolvimento vem organizado em intertítulos. Cada bloco de texto tem de quatro a seis linhas, também com frases curtas. Aqui são incluídos infográficos e ofertas de download grátis de e-books, por exemplo.

A conclusão, de forma geral, costuma ter um tamanho similar ao da introdução e incluir o CTA (call to action).

3. Gatilhos mentais

Os gatilhos mentais são estímulos psicológicos aplicados no copywriting para gerar necessidade de ação no leitor. A propósito, isso ocorre por meio de abordagens que usem da reciprocidade, coerência, storytelling, prova social, autoridade e/ou escassez.

4. Palavra-chave

Peça fundamental em seu copy, a palavra-chave deve aparecer, pelo menos, na URL (exemplo: http://www.site.com.br/palavra-chave), no título do post (H1), na introdução, em um intertítulo e na conclusão. Assim como na descrição da imagem (alt tag da imagem). No conteúdo, repita a palavra-chave de 5 a 11 vezes, dependendo do tamanho do texto.

Recomenda-se equilibrar o uso de palavras-chave head tail e long tail. Aliás, tenha no bom senso o parâmetro para definir a quantidade de palavras-chave e sua aplicação no texto.

5. Link building

Linkagem (link building) é outro recurso certeiro para vitaminar sua estratégia. Links internos (que direcionam a outras páginas de seu site), bem como links externos (direcionam a outros sites), agregam valor. Em síntese, a ideia é gerar autoridade.

Regra básica: usar até três links a cada 500 palavras. Além disso, procure linkar sites que sejam referências e a conteúdos atuais (de no máximo dois anos de postagem).

Atenção: não caia na gafe de linkar para sites concorrentes de seu cliente, hein!

6. Dados e pesquisas

Também agrega valor a seu copy incluir dados e análises de pesquisas realizadas por institutos com credibilidade (assim, sempre inclua os respectivos links para as fontes citadas).

7. Escaneabilidade

A formatação de um copywriting também merece atenção. O acabamento fica por conta da escaneabilidade – em síntese: uma maneira de favorecer aquela batida de olho rápida no texto, a leitura por alto (como se escaneássemos o conteúdo). Serve, portanto, para atrair o leitor, destacando aspectos-chave do que foi abordado.

As regras essenciais são:

  • alinhar o texto à esquerda;
  • usar negrito e itálico para destacar termos e trechos relevantes;
  • Incluir bullet points (lista de tópicos, como este que está lendo);
  • linkagem;
  • utilizar variados formatos (texto, imagem, vídeo, infográfico, etc.).

Enfim, a escaneabilidade torna a experiência do leitor em algo incrível, saboroso e fluido.

8. Análise do copywriting

“Ok, preparei meu copy e postei. Portanto, missão cumprida!” – calma lá! Não é bem assim… A saber: após postar, é preciso acompanhar e analisar os resultados.

Estamos falando de uma estratégia, certo? Sendo assim, para que seja uma estratégia bem-sucedida, você deve regularmente examinar os resultados. Se preciso, faça ajustes em seu conteúdo, tais quais alterar o título, acrescentar conteúdo e corrigir links.

Então, é isso!

Se você ainda não dava muita bola para copywriting, então talvez seja o momento de repensar. Seus resultados podem estar aquém do que deseja por pura falta de valor em seus conteúdos. Em resumo: qualidade no que posta jamais será besteira!

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